quinta-feira, 29 de julho de 2010


A map in the hands of a pilot is a testimony of a man's faith in other men; it is a symbol of confidence and trust.

It is not like a printed page that bears mere words, ambiguous and artful, and whose most believing reader--even whose author perhaps--must allow in his mind a recess for doubt.

A map says to you, "Read me carefully, follow me closely, doubt me not."

It says, 'I am the earth in the palm of your hand. Without me, you are alone and lost.'

And indeed you are.

Were all the maps in this world destroyed and vanished under the direction of some malevolent hand, each man would be blind again, each city be made a stranger to the next, each landmark become a meaningless signpost pointing to nothing.

Yet, looking at it, feeling it, running a finger along its lines, it is a cold thing, a map, humourless and dull, born of calipers and a draughtsman's board.

That coastline here, that ragged scrawl of scarlet ink shows neither sand nor sea nor rock; it speaks or no mariner, blundering full sail in wakeless seas, to bequeath, on sheepskin or a slab of wood, a priceless scribble to posterity.

This brown blot that marks a mountain has, for the casual eye, no other significance, though twenty men, or ten, or only one, may have squandered life to climb it.

Here is a valley, there a swamp, and there a desert; and here is a river that some curious and courageous soul, like a pencil in the hand of God, first traced with bleeding feet.

Here is your map. Unfold it, follow it, then throw it away, if you will. It is only paper. It is only paper and ink, but if you think a little, if you pause a moment, you will see that these two things have seldom joined to make a document so modest and yet so full with histories of hope or sagas of conquest.

No map I have flown by has ever been lost or thrown away; I have a trunk containing continents...

Beryl Markham
(West with the night)

domingo, 18 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010


Eu que não amo mais você, me peguei perdida entre as desculpas do ser e não ser.

Estou todo o dia inventado irrelevâncias que produzam qualquer motivo bobo para te ligar. Tiro e retiro telefones, ligo e desligo fatos, confusões, conclusões.

Eu que não amo mais você, resolvi, sem porquê, dar faxina no quarto.

Estou horas a fio olhando essas paredes e porta-retratos, minha cama e seus sapatos. Espero, reespero, desespero por minhas mãos não mais conseguirem te tocar.

Eu que não amo mais você, fiz um pacto de força e sangue comigo mesma.

Estou, contudo, remoendo as lágrimas como alguém que recicla a própria sobrevivência. Percebi que meu equilíbrio freudiano ocupa somente minhas teses e não mais meu corpo já falido.

Eu que não amo mais você, escrevo cartas e poemas sem métrica.

Estou a recitar-te como alguém que lê um livro sagrado em busca de salvação. Escrevo, escrevo-te e entendo que todas essas linhas deixaram de ser minhas a algum tempo.

Eu que não amo mais você, sinto teu cheiro no travesseiro e bebo a água que deixou no copo.

Estou arrancando as cascas em cima das feridas para, assim, encontrar meu erro. Os arranhões desta queda significam também a doce leveza perdida de outrora.

Eu que não amo mais você, titubeio em não mais te mirar, em ser forte, em andar sem par.

Eu que não amo mais você, decidi te libertar e me banhar na água do mar.

Eu, eu que não amo mais você...